Situação clínica · adulto · fonte oficial

Doença de Crohn: índice de Harvey-Bradshaw, quem recebe biológico e as doses de corticoide, azatioprina, infliximabe, adalimumabe e ustequinumabe

Conferido em 10 de outubro de 2026 · Ministério da Saúde, SAES e SCTIE, Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 51, de 18 de maio de 2026

Pontos de corte do índice de Harvey-Bradshaw, critérios de inclusão para adalimumabe, certolizumabe, infliximabe, ustequinumabe e vedolizumabe, doses de prednisona, azatioprina (2,0 a 2,5 mg/kg), infliximabe (5 mg/kg) e a dose intravenosa de ustequinumabe por peso, segundo o PCDT de 2026.

A página trata do adulto com doença de Crohn e dos medicamentos incorporados ao SUS; as doses pediátricas, a cirurgia e as situações especiais (gestação, fístula perianal) ficam em grande parte fora. Este resumo não substitui o protocolo da sua instituição; cada trecho abaixo é do PCDT, conferido em código.

Em 30 segundos

  • Remissão clínica: índice de Harvey-Bradshaw de 4 ou menos; resposta: queda de 3 pontos; doença leve a moderada de 5 a 7; moderada a grave acima de 8
  • Terapia convencional: prednisona de 40 a 60 mg por dia (ou 1 mg/kg), azatioprina de 50 mg subindo para 2,0 a 2,5 mg/kg por dia, metotrexato 25 mg por semana IM
  • Biológicos (doença moderada a grave após falha da terapia convencional): infliximabe 5 mg/kg nas semanas 0, 2 e 6 e depois a cada 8; adalimumabe 160, 80 e 40 mg; ustequinumabe e vedolizumabe após falha de anti-TNF
  • Ustequinumabe intravenoso na indução: 260 mg até 55 kg, 390 mg de 56 a 85 kg e 520 mg acima de 85 kg; depois 90 mg subcutâneo a cada 12 semanas

Atividade da doença: índice de Harvey-Bradshaw

  • Remissão e resposta
    Um escore do IHB menor ou igual a 4 é geralmente considerado indicativo de remissão clínica, enquanto uma redução de 3 pontos em relação à avaliação anterior caracteriza resposta clínica relevante.
  • Leve a moderada
    Pacientes com doença leve a moderada (IHB igual a 5 a 7) costumam ser acompanhados ambulatorialmente
  • Moderada a grave
    Pacientes com doença moderada a grave (IHB > 8) encontram-se, usualmente, com estado geral bastante comprometido

Índice de Harvey-Bradshaw: qual a atividade?

Calculadora

Leitura direta do texto do protocolo. O valor 8 não é definido pelo texto (leve a moderada vai até 7 e moderada a grave começa acima de 8).

Quem pode receber biológico

  • Adalimumabe
    Para uso de adalimumabe, os pacientes devem ter 6 anos de idade ou mais, diagnóstico de DC ativa de intensidade moderada a grave
  • Certolizumabe pegol
    Para uso de certolizumabe pegol, os pacientes devem ter 18 anos de idade ou mais, diagnóstico de DC ativa de intensidade moderada a grave e apresentarem resposta inadequada à terapia convencional.
  • Infliximabe intravenoso
    Para uso de infliximabe, administrado por via intravenosa (IV), os pacientes devem ter 6 anos de idade ou mais, diagnóstico de DC moderada a grave e apresentarem resposta inadequada à terapia convencional.
  • Ustequinumabe
    Para uso do ustequinumabe, os pacientes devem ter 18 anos ou mais, diagnóstico de DC ativa moderada a grave e resposta inadequada, perda de resposta, intolerância ou contraindicação ao anti-TNF.
  • Vedolizumabe
    Para uso do vedolizumabe, os pacientes devem ter 18 anos ou mais, diagnóstico de DC moderada a grave ativa e resposta inadequada, perda de resposta, intolerância ou contraindicação a um anti-TNF.

Terapia convencional: doses

  • Prednisona
    Prednisona: 40 mg a 60 mg por dia VO, até a resolução dos sintomas e a cessação da perda de peso ou, em altas doses, 1 mg/kg/dia VO após as refeições.
  • Redução da prednisona
    Recomenda-se reduzir de 5 mg a 10 mg por semana até a dose de 20 mg e, após, 2,5 mg a 5 mg por semana até suspender o tratamento.
  • Metilprednisolona
    Metilprednisolona: 1 mg/kg/dia, em bolus por IV com concentração máxima de 125 mg/mL, dividido de 6/6 horas.
  • Mesalazina
    Mesalazina: 4 g/dia, VO, divididos de 6/6 horas, 8/8 horas ou 12/12 horas.
  • Azatioprina: início
    Azatioprina: dose inicial de 50 mg, VO, por dia, iniciada junto com o tratamento de indução com corticoide, para testar tolerância do paciente
  • Azatioprina: dose terapêutica
    Escalona-se a dose para a faixa terapêutica de 2,0 mg/kg/dia a 2,5 mg/kg/dia, VO, 24/24 horas, após as refeições.
  • Metotrexato: indução
    Tratamento de indução de remissão: 25 mg, em dose semanal, por via intramuscular (IM).
  • Metotrexato: manutenção
    Tratamento de manutenção de remissão: 12,5 a 25 mg, em dose semanal, IM.

Azatioprina: faixa terapêutica por quilo

Calculadora

Cálculo direto da faixa do protocolo. A azatioprina começa com 50 mg por dia, junto com o corticoide, e só sobe à faixa terapêutica depois de excluídas pancreatite, hepatotoxicidade e mielotoxicidade; o comprimido tem 50 mg.

Biológicos: doses

  • Infliximabe IV
    Tratamento de indução e manutenção de remissão: 5 mg/kg/semana, administrado por um período mínimo de 2 horas, nas semanas 0, 2 e 6 e, após a indução, manutenção a cada 8 semanas.
  • Infliximabe: otimização
    A partir da semana 14 de tratamento é possível aumentar a dose para 10 mg/kg a cada 8 semanas ou diminuir o intervalo de administração para 4 semanas ou 6 semanas
  • Adalimumabe
    160 mg na semana 0, 80 mg na semana 2 e, após, a partir da semana 4, 40 mg a cada 2 semanas.
  • Certolizumabe pegol
    400 mg nas semanas 0, 2, 4, e após esse período, para pacientes que obtiveram resposta clínica, a dose de manutenção recomendada é de 400 mg, a cada 4 semanas.
  • Ustequinumabe: manutenção
    Tratamento de manutenção de remissão: dose de 90 mg, SC, independente do peso corporal, 8 semanas após a dose IV. Em seguida, manter o tratamento com 90 mg, SC, a cada 12 semanas.
  • Ustequinumabe: dose IV por peso
    ≤ 55 kg 260 mg 56 kg a ≤ 85 kg 390 mg Acima de 85 kg 520 mg
  • Vedolizumabe
    Tratamento de indução: infusão IV de 300 mg, por um período de 30 minutos, nas semanas 0, 2 e 6.
  • Vedolizumabe: manutenção
    Tratamento de manutenção: infusão IV de 300 mg, por um período de 30 minutos, a cada 8 semanas a partir da Semana 14.

Ustequinumabe intravenoso na indução, pelo peso

Calculadora

Leitura direta do Quadro 2 do protocolo. Depois da dose intravenosa: 90 mg por via subcutânea 8 semanas depois e, em seguida, a cada 12 semanas.

Infliximabe intravenoso por quilo

Calculadora

Cálculo direto das doses em mg/kg do protocolo (5 mg/kg nas semanas 0, 2 e 6 e depois a cada 8 semanas; até 10 mg/kg a partir da semana 14 se houver resposta parcial ou perda de resposta). O frasco tem 100 mg: arredonde conforme o protocolo da sua instituição.

Resposta e otimização

  • Quando avaliar
    A avaliação da resposta ao tratamento deve ser realizada de 2 semanas a 4 semanas após a administração das doses de indução.
  • Perda de resposta
    Para os pacientes respondedores primários, a otimização da dose é recomendada se houver perda secundária de resposta.
  • Adalimumabe sem resposta
    Os pacientes que não responderem ao tratamento com adalimumabe até a Semana 4 podem continuar com a manutenção do tratamento até a Semana 12.

Evidência por trás das condutas

Este documento não gradua as recomendações. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Crohn (Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 51, de 18 de maio de 2026) traz as condutas do Ministério da Saúde, SAES e SCTIE, mas não publica a força da recomendação nem a certeza da evidência de cada uma. Mostramos o que a fonte diz, sem inventar um nível.

O protocolo não gradua as recomendações com força e certeza GRADE: tratar como orientação do Ministério da Saúde. Vigência: a Portaria Conjunta nº 51/2026 substitui a de 2017; a data de publicação no Diário Oficial (29/07/2026, segundo notícia) não foi confirmada por mim na fonte oficial. A tabela da Figura 1 (tratamento por atividade) não foi transcrita.

Veja também

Doses dos medicamentos citados:

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Fonte

  1. [1] Ministério da Saúde, SAES e SCTIE — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Crohn (Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 51, de 18 de maio de 2026) (Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 51, de 18 de maio de 2026) · Fonte governamental

Douto não substitui a bula, o protocolo da instituição nem o julgamento clínico. Informação de apoio para profissionais de saúde.