Situação clínica · adulto · fonte oficial

Malária por Plasmodium vivax: o esquema pela atividade de G6PD e quem não pode usar tafenoquina ou primaquina

Conferido em 10 de outubro de 2026 · Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, 3ª edição, Brasília, 2026

Teste de G6PD obrigatório, esquema pela atividade enzimática (tafenoquina com 6,1 UI/gHb ou mais, primaquina por 7 dias entre 4,1 e 6,0, primaquina semanal com 4,0 ou menos), as doses em mg/kg e as contraindicações, segundo o Guia de tratamento da malária no Brasil (3ª edição, 2026).

A página trata da malária não complicada por P. vivax em adultos e adolescentes de 30 kg ou mais. Malária por P. falciparum, malária grave, gestantes e crianças pequenas têm esquemas próprios no guia; a malária é de notificação compulsória e exige lâmina de verificação de cura. Este resumo não substitui o guia nem o protocolo da sua instituição; cada trecho abaixo é do guia, conferido em código.

Em 30 segundos

  • P. vivax: testar G6PD antes de escolher o esquema (obrigatório com 10 kg ou mais e mais de 2 anos)
  • G6PD de 6,1 UI/gHb ou mais: cloroquina por 3 dias (10 mg/kg no dia 1 e 7,5 mg/kg nos dias 2 e 3) e tafenoquina 300 mg em dose única
  • G6PD de 4,1 a 6,0: cloroquina por 3 dias e primaquina 0,5 mg/kg por dia por 7 dias; G6PD de 4,0 ou menos: primaquina 0,75 mg/kg por semana por 8 semanas
  • Sem tafenoquina: gestantes, lactantes, hemoglobina até 7 g/dL, G6PD baixa ou intermediária; sem primaquina: gestantes e puérperas até um mês de amamentação

Teste de G6PD primeiro

  • Teste obrigatório
    É obrigatório realizar a testagem dos níveis de G6PD.
  • Antes de escolher o esquema
    Pacientes com diagnóstico Plasmodium vivax devem realizar a testagem de G6PD antes da escolha do esquema de tratamento.
  • Atividade alta (6,1 ou mais): cloroquina
    Quando a atividade G6PD for maior ou igual a 6.1 UI/gHb, o tratamento deve ser realizado com Cloroquina por três dias (10 mg/kg no dia 1 e 7,5 mg/kg nos dias 2 e 3)
  • Atividade alta (6,1 ou mais): tafenoquina
    Dose única de Tafenoquina 300 mg para cura radical
  • Atividade intermediária (4,1 a 6,0): faixa
    Quando o resultado da atividade G6PD estiver entre 4.1 e 6.0 UI/gHb
  • Atividade intermediária (4,1 a 6,0)
    Cloroquina por três dias (10 mg/kg no dia 1 e 7,5 mg/kg nos dias 2 e 3); e, para o tratamento radical, utiliza-se também Primaquina, na dose de 0,5 mg/kg/dia, por sete dias.
  • Atividade baixa (4,0 ou menos)
    Se o nível de G6PD estiver igual ou menor que 4.0 UI/gHb, o regime de Primaquina com dose semanal por oito semanas (0,75 mg/kg/semana) é recomendado

Esquema pela atividade de G6PD

Calculadora

Leitura direta do algoritmo do guia (Figura 3). Valores entre 4,0 e 4,1 ou entre 6,0 e 6,1 não têm faixa no texto.

Quem não pode usar tafenoquina ou primaquina

  • Tafenoquina
    A Tafenoquina não pode ser utilizada por crianças abaixo de 10 kg e menores de 2 anos, gestantes ou lactantes, pacientes com atividade enzimática baixa ou intermediária
  • Anemia grave
    Paciente com hemoglobina ≤ 7g/dL (anemia grave) não prescrever a Tafenoquina.
  • Primaquina
    Gestantes, puérperas até um mês de amamentação e crianças com menos de 5 kg ou menores de 6 meses não podem usar Primaquina.
  • Gestantes: cloroquina profilática
    Essa é a razão pela qual se faz a Cloroquina profilática nas gestantes durante toda a gravidez

Ajuste pelo peso e orientação

  • Dose corrigida pelo peso
    A Primaquina precisa ter sua dose corrigida pelo peso do paciente
  • Mais de 120 kg
    Pacientes que pesem mais de 120 kg devem ter sua dose de Primaquina calculada pelo peso (0,5 mg/kg/dia).
  • Sinais de alarme
    Paciente em tratamento com Primaquina ou Tafenoquina que apresente urina escura, icterícia (pele e olhos amarelos), tontura ou falta de ar, é necessário procurar o serviço médico de urgência.
  • Adesão
    Após o terceiro dia de tratamento, quando já se sentem melhores, alguns pacientes param de tomar a Primaquina.

Evidência por trás das condutas

Este documento não gradua as recomendações. O Guia de tratamento da malária no Brasil (3ª edição, 2026) traz as condutas do Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, mas não publica a força da recomendação nem a certeza da evidência de cada uma. Mostramos o que a fonte diz, sem inventar um nível.

O guia não gradua as recomendações com força e certeza GRADE: tratar como orientação do Ministério da Saúde. Vigência verificada em 10/10/2026: a 3ª edição de 2026 é a mais recente localizada. As tabelas de comprimidos por faixa de peso e idade (Tabelas 1 a 8) são grades que a extração do texto embaralha e não foram transcritas; por isso a página não calcula a dose pelo peso: o guia fixa os comprimidos por faixa de peso e idade (e só manda calcular por quilo a primaquina acima de 120 kg).

Veja também

Outras situações:

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Fonte

  1. [1] Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente — Guia de tratamento da malária no Brasil (3ª edição, 2026) (3ª edição, Brasília, 2026) · Fonte governamental

Douto não substitui a bula, o protocolo da instituição nem o julgamento clínico. Informação de apoio para profissionais de saúde.