Situação clínica · adulto · fonte oficial

Diabetes tipo 2 no adulto: metformina, dapagliflozina e insulina NPH no SUS, com doses pelo peso e pela função renal

Conferido em 10 de outubro de 2026 · Ministério da Saúde, SECTICS, Portaria SECTICS/MS nº 13, de 21 de fevereiro de 2026

Quando começar, a titulação e os limites da metformina por filtração glomerular, os critérios da dapagliflozina, a insulina NPH (0,1 a 0,2 U/kg) e a dose total diária, segundo o PCDT do Diabete Melito Tipo 2 de 2026.

A página trata do adulto (18 anos ou mais) com diabete tipo 2 e dos medicamentos incorporados ao SUS. Este resumo não substitui o protocolo da sua instituição; cada trecho abaixo é do PCDT, conferido em código. Os fármacos fora do SUS (DPP-4, GLP-1, tiazolidinedionas, entre outros) não estão aqui.

Em 30 segundos

  • Metformina é a primeira escolha; reavaliar em 3 a 6 meses e associar se a meta não for atingida
  • Metformina: até 1 g por dia com filtração glomerular de 30 a 45 e suspender abaixo de 30; máximo de 2.550 mg por dia
  • Dapagliflozina 10 mg por dia na segunda intensificação, com doença cardiovascular (40 anos ou mais) ou risco alto (homens 55, mulheres 60); não iniciar com filtração abaixo de 25
  • Insulina NPH ao deitar: 10 U ou 0,1 a 0,2 U/kg, ajustando 2 U a cada 3 dias até a glicemia de jejum de 80 a 130 mg/dL

Quando e como começar

  • Diagnóstico recente, sem fator de risco
    Para pacientes com diagnóstico há menos de 3 meses e sem fator de risco recomenda-se iniciar o tratamento exclusivamente com mudanças de modo de vida
  • Sem resposta em 3 meses
    Se não houver resposta adequada, deve-se iniciar cloridrato de metformina em monoterapia
  • Estratégia inicial
    A estratégia inicial de escolha do tratamento medicamentoso é o cloridrato de metformina em monoterapia.
  • Quando associar
    No caso de falha ao atingir as metas terapêuticas (sendo avaliado o estado glicêmico após 3 meses a 6 meses no máximo)
  • HbA1c alta ao diagnóstico
    Em pacientes com valores de HbA1c maior do que 7,5% ao diagnóstico de DM2, pode-se considerar iniciar o tratamento com terapia de combinação
  • Não incorporados ao SUS
    Inibidores de alfa-glicosidase (acarbose), inibidores da dipeptidil peptidase 4 (DPP4), agonistas do GLP-1, meglitinidas e tiazolidinedionas, que não estão incorporados ao SUS
  • Gestante
    Gestantes com DM2 pré-gestacional devem interromper tratamento não insulínico antes ou logo após o início da gestação

Metformina

  • Início
    Sugere-se iniciar o tratamento com doses baixas (500 mg ou 850 mg), em dose única diária, durante ou após as refeições
  • Aumento
    Após 5 a 7 dias, caso não surjam eventos adversos, pode-se aumentar para 500 mg ou 850 mg, duas vezes ao dia
  • Dose máxima
    A dose máxima terapêutica é de 850 mg no café, almoço e jantar, totalizando 2.550 mg por dia (dose máxima efetiva).
  • Função renal
    Não se deve usar mais de 1 g/dia em pessoas com TFG 30 a 45 mL/min/1.73 m² e deve ser suspensa quando TFG < 30 mL/min/1.73 m².
  • Com insulina
    O cloridrato de metformina deve ser mantida quando o paciente inicia o uso de insulina
  • Internação
    Na maioria das vezes, o uso de cloridrato de metformina deve ser suspenso em caso de internação hospitalar.

Metformina pela filtração glomerular

Calculadora

Leitura direta das frases do protocolo sobre função renal. Em internação, na sepse, na insuficiência hepática descompensada e na hipotensão, o protocolo orienta suspender.

Sulfonilureias

  • Doses
    A gliclazida de liberação prolongada (MR) (30 e 60 mg/dia, com uso uma vez ao dia e dose máxima de 120 mg/dia), e glibenclamida (5 mg/dia, com uso uma a duas vezes ao dia e dose máxima de 20 mg/dia)
  • Idosos
    Para pacientes idosos, recomenda-se utilizar preferencialmente gliclazida, visando a diminuição do risco de hipoglicemia

Dapagliflozina

  • Quem recebe: doença cardiovascular
    Com necessidade de segunda intensificação de tratamento com idade ≥ 40 anos e doença cardiovascular estabelecida
  • Quem recebe: risco alto
    Homens ≥ 55 anos ou mulheres ≥ 60 anos com alto risco de desenvolver doença cardiovascular
  • Dose e função renal
    A dose recomendada da dapagliflozina é de 10 mg uma vez ao dia, não sendo indicada para pacientes com TFG abaixo de 25 mL/min/1,73 m2
  • Eficácia menor
    A eficácia deste medicamento é menor em pacientes com insuficiência renal moderada a grave (taxa de filtração glomerular menor do que 45 mL/min/1,73m2)
  • Idosos
    Em pessoas idosas, recomenda-se que os inibidores do cotransportador 2 de sódio-glicose, enquanto classe, sejam usados com cautela

Dapagliflozina pela filtração glomerular

Calculadora

Leitura direta das frases do protocolo. A indicação em si depende dos critérios de segunda intensificação listados acima.

Insulina

  • Quando indicar basal e bolus
    Deve-se considerar hiperglicemia (HbA1c > 9% ou glicemia jejum ≥ 300 mg/dL), sintomas de hiperglicemia aguda (poliúria, polidipsia, perda ponderal)
  • Ambulatório: NPH
    Em pacientes em tratamento ambulatorial, recomenda-se iniciar o tratamento com a insulina basal NPH
  • Dose inicial e ajuste
    Com uma dose inicial de 10 U ou 0,1 U/kg a 0,2 U/kg, ajustando-se em 2 U, a cada 3 dias, até atingir a meta estabelecida para a glicemia em jejum (80 mg/dL a 130 mg/dL).
  • Hipoglicemia
    Se o paciente apresentar uma glicemia de jejum inferior a 70 mg/dL ou hipoglicemia noturna, diminui-se 2 U a 4 U
  • Idoso comprometido
    Para os idosos comprometidos ou muito comprometidos, a meta de glicemia de jejum é de até 180 mg/dL
  • Dose total diária
    Deve variar em torno de 0,5 U/kg/dia a 1,0 U/kg/dia, chegando a 1,5 U/kg/dia naqueles mais obesos e com maior resistência à insulina
  • Sinal de excesso de basal
    Dose excessiva de insulina basal, utilizando os seguintes critérios: dose de insulina basal > 0,5 U/kg/dia

Insulina NPH e dose diária pelo peso

Calculadora

Cálculo direto das frases do protocolo: a dose inicial é 10 U ou 0,1 a 0,2 U/kg, e a dose total diária costuma ficar entre 0,5 e 1,0 U/kg/dia (até 1,5 em obesos com resistência à insulina). Basal acima de 0,5 U/kg/dia é sinal de excesso.

Evidência por trás das condutas

Este documento não gradua as recomendações. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 2 (Portaria SECTICS/MS nº 13, de 21 de fevereiro de 2026) traz as condutas do Ministério da Saúde, SECTICS, mas não publica a força da recomendação nem a certeza da evidência de cada uma. Mostramos o que a fonte diz, sem inventar um nível.

O protocolo não gradua as recomendações com força e certeza GRADE: tratar como orientação do Ministério da Saúde. Vigência verificada em 10/10/2026: a Portaria SECTICS/MS nº 13/2026 revogou a nº 7/2024 e incluiu as insulinas análogas. As faixas de filtração glomerular das calculadoras vêm das frases do protocolo; valores exatamente nos limites seguem o texto ("30 a 45", "menor que 30"). Os esquemas das insulinas análogas e o fluxograma da Figura 2 não foram transcritos.

Veja também

Outras situações:

Doses dos medicamentos citados:

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Fonte

  1. [1] Ministério da Saúde, SECTICS — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 2 (Portaria SECTICS/MS nº 13, de 21 de fevereiro de 2026) (Portaria SECTICS/MS nº 13, de 21 de fevereiro de 2026) · Fonte governamental

Douto não substitui a bula, o protocolo da instituição nem o julgamento clínico. Informação de apoio para profissionais de saúde.